O Triste e Terrível Engano do Suicida


O livro “O Martírio dos Suicidas” de Almerindo Martins de Castro, trata do triste e terrível engano do suicida.

Aprendemos nesta obra sobre esse doloroso tema que atualmente faz com que cerca de 800 mil pessoas tirem suas próprias vidas todos os anos, segundo a OMS.

Uma das maiores ilusões que uma pessoa possa vir a ter é imaginar que a morte do corpo faz com que cesse também a consciência da personalidade.


Esse é o triste e terrível engano do suicida: supor que a função intelectual é exclusiva da massa encefálica e que a Alma não existe fora do corpo. Acreditar que, acabando com a vida física, a parte Espiritual se dissolverá para sempre, com toda sua personalidade, ideias, sentimentos e inteligência.

Muitas vezes, nas duras lutas na Terra, uma pessoa pode acabar se sentindo sem a coragem e ânimo suficientes para vencer certos obstáculos e acabam desertando pela porta falsa do suicídio, que precipita o indivíduo em um abismo de trevas e sofrimentos muito maiores do que encontrava na Terra.

Cada criatura humana está vivendo esta vida por um motivo, ninguém está aqui por acaso. Todos temos algo grande a desempenhar.

A cada reencarnação, nós nos aprimoramos e nos elevamos cada vez mais na escala da Evolução Espiritual.
Se fracassamos, temos que obrigatoriamente, renascer para continuar esse progresso que é o fim supremo da Criação.

É a divina lei da reencarnação: renascemos para reparar nossos erros de vidas passadas e para que possamos evoluir sempre.

O Triste e Terrível Engano do Suicida

Mas, muitos desses sofredores e infelizes, que muitas vezes desconhecem essa lei maravilhosa e justa, acabam apelando para o suicídio, tendo a esperança ilusória de que, ao finalizar o ato doloroso, cessarão para sempre todas as torturas e desespero que o atormentaram até ali.

Assim que o desesperado põe fim ao corpo físico, eis que o Espírito, agora liberto da carcaça física, mostra e prova ao desertor que a vida real de cada um não reside na carne, mas sim em um princípio imortal e eterno, subordinado a leis que lhe impõem deveres e obrigações.

Ele aprende, por fim, da pior forma possível, que o Espírito não se separa do corpo, pois a ruptura do elo que prende um ao outro, só acontece quando o desencarne não tem origem no ato violento do suicídio.

Convém também mencionar os casos advindos do “Suicídio Inconsciente” que são aqueles em que a pessoa não tem a intenção de se matar, mas por não respeitarem seus limites, acabam abusando e agredindo sua própria saúde, como por exemplo o uso/ consumo excessivo de álcool, drogas, cigarro e até mesmo comida.

Por mais que não sejam tão graves quanto o suicídio intencional, esses casos também ocasionam um imenso sofrimento para esses Espíritos descuidados.

Lembremo-nos de André Luiz e sua imensa agonia e desespero durante os oito anos em que esteve no Umbral.
Depois de resgatado, já em “Nosso Lar“, ele veio a saber que era considerado pela Espiritualidade Superior como suicida inconsciente.

Mas entraremos em mais detalhes sobre esse outro tipo de suicídio em um futuro artigo.

Voltando aos casos de suicídio intencional:
Por mais que muitos não acreditem, a verdade é que cada um de nós já vem para este mundo com um tempo de existência terrena determinado.

E não há poder humano que possa mudar isso, sem sofrer graves consequências.

Para todos nós há um rumo pretraçado, e o suicídio faz parar essa trajetória.
Fazendo uma analogia, é como se um veículo com um destino já definido, caísse de uma ribanceira e se quebrasse todo.

Para que possa continuar viagem e chegar ao seu destino final, antes se faz necessário um grande reparo.

É exatamente isso o que nos afirmam os Espíritos dos suicidas.